Macrorregião Centro-Sul apresenta melhora em todos os índices e avança para a onda branca do Minas Consciente
Todas as outras regiões continuarão seguindo os protocolos estabelecidos anteriormente; pico é previsto para o dia 13/7
Publicado: 09/07/2020 10:15 | Atualizado: 16/07/2020 14:41
Foto: Divulgação Foto: Divulgação

A macrorregião de Saúde Centro-Sul poderá avançar para a onda branca do plano Minas Consciente, que permite a reabertura segura de atividades como autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas.

A decisão foi tomada pelo Comitê Extraordinário Covid-19, nesta quarta-feira (8/7), após o grupo técnico constatar que a região apresentou melhora nos dois principais índices (leitos/ocupação e taxa de contaminação) considerados para avanço ou retrocesso nas ondas. A mudança passa a valer a partir do próximo sábado (11/7), com a publicação no Diário Oficial.

Adesão

O governador Romeu Zema destacou que os bons resultados apresentados durante o momento mais crítico da pandemia, com pico previsto para a próxima segunda-feira (13/7), podem estar relacionados ao cumprimento dos protocolos propostos pelo Minas Consciente.

“A região Centro-Sul possui a maior taxa de adesão do estado, com 37 dos 51 municípios inscritos no plano. Ela tem tido um número de casos bem inferior à curva de Minas, com capacidade de reserva em seu sistema de Saúde. Por isso, está avançando uma onda neste momento. O que eu gostaria é que nas próximas semanas, após o pico da pandemia, outras regiões venham a trilhar o mesmo caminho”, afirmou.

Com o avanço, a Centro-Sul se une às macrorregiões de Saúde Leste do SulNorte e Sul, que continuam apresentando taxa de ocupação de leitos controlada até o momento e seguirão os protocolos da onda branca por mais uma semana.

As outras dez regiões do estado serão mantidas na onda verde, quando é permitida a abertura somente de serviços essenciais, a exemplo de padarias, supermercados e farmácias.

Cuidados

Diante da proximidade do pico da pandemia, Romeu Zema pediu para que os mineiros de todas as macrorregiões redobrem as medidas de proteção e o distanciamento social na próxima semana, para evitar a sobrecarga do sistema de Saúde.

“Nesta semana, nós tivemos um novo aumento no número de óbitos, o que, infelizmente, está dentro do previsto por especialistas, estatísticos e epidemiologistas. Isso deve perdurar até a próxima semana, quando vamos atingir o pico da curva. Adiamos ao máximo esse momento, mas, agora, neste mês de julho, ele realmente está chegando”, alertou.

O governador pediu para que a população não entre em pânico, mas tome todas as medidas necessárias para garantir a própria proteção e a dos demais.

“É o momento de maior alerta, em que todos precisam redobrar os cuidados, porque os leitos hospitalares, tanto clínicos quanto de UTI, estarão mais ocupados. É a hora que o sistema de Saúde será mais demandado. Todos precisam fazer a sua parte. Recomendo o isolamento para quem pode. Para quem precisa sair, o distanciamento, o uso da máscara e também as medidas de higiene”, disse.

Minas Consciente

Até o dia 8 de julho, 174 prefeituras já tinham oficializado a adesão ao Minas Consciente, impactando mais de 4 milhões de mineiros (clique aqui para conferir a lista de municípios que aderiram). 

O plano setoriza as atividades econômicas em quatro “ondas” (onda verde – serviços essenciais; onda branca – primeira fase; onda amarela – segunda fase; onda vermelha – terceira fase), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença.

As mudanças de ondas são avaliadas semanalmente pelo Comitê Extraordinário Covid-19. Além do governador e de todo o secretariado do Executivo mineiro, o grupo, criado especialmente para monitorar o avanço da epidemia no estado, conta com representantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público de Minas Gerais, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas do Estado, entre outros órgãos estratégicos.

O plano tem objetivo de orientar as prefeituras. Fica a critério de cada prefeito aderir e seguir os protocolos em seu município. Os empresários que desejam reativar seus estabelecimentos devem consultar se a prefeitura local aderiu ao plano e seguir as orientações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Onda branca

As macrorregiões de Saúde Centro-SulLeste do SulNorte e Sul deverão seguir os protocolos da onda branca do plano Minas Consciente.

Algumas das orientações são que os estabelecimentos tenham meios para higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%. Eles também devem fornecer Equipamentos de Proteção Individual adequados para a atividade exercida e providenciar barreira de proteção física quando os funcionários estiverem em contato com o cliente.

Onda verde

As macrorregiões de Saúde CentroNoroesteNordesteJequitinhonhaLesteVale do AçoSudesteOesteTriângulo do Sul e Triângulo do Norte ainda não apresentam índices favoráveis para a retomada de novos setores econômicos. A relação entre o número de leitos e a incidência de novos casos, além do tempo médio para internação após solicitação, não permitem uma folga confiável se a demanda crescer em decorrência da reabertura de novos estabelecimentos.

A orientação é que os municípios dessas regiões continuem seguindo os protocolos previstos na onda verde, para preservar a saúde da população e a capacidade de atendimento do sistema de saúde local.

Entenda os protocolos previstos para cada onda:

O Minas Consciente setoriza as atividades econômicas em quatro “ondas”, a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença.

•          Onda verde –  serviços essenciais

•          Onda branca – 1ª fase

•          Onda amarela – 2ª fase

•          Onda vermelha – 3ª fase

Vale ressaltar que alguns setores foram excluídos das ondas por necessitarem de uma ótica diferenciada de tratamento. São eles:

Setores que só poderão ser retomadas quando houver controle da pandemia: atividades que geram um risco extremamente alto para a população brasileira, com grande aglomeração de pessoas e grande possibilidade de contágio, tais como grandes eventos, museus, cinemas e demais atividades incentivadoras de grandes aglomerações, além de turismo em geral, clubes, academias, atividades de lazer e esportivas;

Instituições de ensino: estas atividades possuem uma ótica particular de funcionamento, que perpassam as ondas e que devem ser avaliadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) em conjunto com as demais secretarias;

Administração pública, organismos internacionais e transporte público: regulados em atos próprios.