Empresas do polo pirotécnico mineiro se capacitam para o mercado de exportação
A iniciativa, promovida pela Sede, aconteceu na #Exportpirotecnia, na última terça-feira (14/9), em Santo Antônio do Monte, município sede do polo de pirotecnia do estado
Publicado: 15/09/2021 22:04 | Atualizado: 29/09/2021 11:40
Foto: Divulgação / Sede Foto: Divulgação / Sede

O polo pirotécnico do Centro-Oeste mineiro, onde se concentra 80% da indústria nacional de pirotecnia e segundo maior do mundo em importância econômica, só perdendo para o polo da China, inicia uma importante jornada de capacitação e expansão de vendas para comercializar seus produtos no mercado internacional. O pontapé inicial para a execução de estratégias para essa nova fase aconteceu, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), durante o Seminário de Promoção de Exportações do Setor Pirotécnico de Minas Gerais, na última terça-feira, em Santo Antônio do Monte.

Intitulado de #Exportpirotecnia, o evento, realizado pela Sede, por meio da Diretoria de Promoção de Exportações, contou com a parceria da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), do Sindicato das Indústrias de Explosivo do Estado de Minas Gerais (Sindiemg), representantes da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, além de gestores da Prefeitura de Santo Antônio do Monte, município sede do polo de pirotecnia do estado.

Qualificação para exportar enfrentar desafios

O foco central do encontro, que aconteceu na Câmara Municipal de Santo Antônio do Monte, foi a capacitação em comércio exterior para grande parte das empresas do polo mineiro, além de repasse de informações importantes para o início do processo de internacionalização das tradicionais indústrias da região, que em sua maioria não tem qualificação para exportar.

Para a subsecretária de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas da Sede, Kathleen Garcia, o setor de pirotecnia mineiro tem vivenciado dias difíceis em função da mudança de perfil de mercado, seja por causa da pandemia do novo coronavírus, seja em função de restrições legais de compra e uso de fogos de artificio no Brasil, que culminaram com a proibição da comercialização em diversos municípios e, mais recentemente, no estado de São Paulo como um todo.

Processo de internacionalização e mercado em potencial

“Nos últimos anos, o setor tem perdido protagonismo e sustentabilidade financeiro dos negócios. Nesse sentido, o Governo de Minas Gerais em parceria com a Fiemg optou por realizar uma ação com as empresas do município sede do APL para qualificá-las para o processo de exportação, uma vez que existem potenciais mercados consumidores para entrada desses produtos, caso dos Estados Unidos, que gastam aproximadamente, US$ 1 bilhão de dólares, por ano, em fogos de artifício e produtos pirotécnicos”, salienta a subsecretária.

A ideia da Diretoria de Promoção de Exportações (Dipex) é retomar a importância do polo pirotécnico do Centro-Oeste mineiro e movimentar o segmento, fomentando as empresas do segmento “Nos próximos meses, as empresas terão uma série de processos que iniciamos no evento para que se prepararem para exportar. No cronograma do seminário, vale destacar a presença de equipes técnicas da Marinha do Brasil, quem realiza a homologação das embalagens dos explosivos, considerados como produtos controlados, nos despachos das cargas via naval e terrestre, da equipe do Exército que concentra uma parte do processo fiscalizador de exportação, da Fiemg, por intermédio do Centro Internacional de Negócios (CIN), na prestação de consultoria dos trâmites técnicos do comércio exterior para preparar as empresas, e também do Sindiemg. Da mesma forma, o Senai, que fez todo a adequação documental das empresas para o registro de exportação, em especial no mercado norte-americano, além da Apex Brasil que se dispôs a apoiar o setor por meio de seu programa de qualificação de exportações”, descreve o diretor de Promoção de Exportações da Sede, Marcello Faria.