Governo de Minas assina acordo de cooperação técnica com Israel
A mútua colaboração com a Câmara Minas Gerais Israel de Comércio e Indústria visa a intensificar as relações econômicas e o desenvolvimento econômico sustentável
Publicado: 28/12/2021 11:32 | Atualizado: 28/12/2021 12:06
Foto: Bruna Fontes /Sede Foto: Bruna Fontes /Sede

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), assinou, na tarde de quarta-feira (22/12), na sala Cláudio Manoel do Edifício Tiradentes, na Cidade Administrativa, acordo de cooperação técnica com a Câmara Minas Gerais Israel de Comércio e Indústria.

A cerimônia, que contou com a participação do vice-governador, Paulo Brant, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, da subsecretária de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas, Kathleen Garcia Nascimento, e do embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, além de outras autoridades, celebrou o comprometimento do Governo de Minas na promoção de negócios entre Minas e Israel.

Cooperação internacional 

De acordo com o vice-governador, a atual gestão mantém pilares importantes, como a crença no poder de transformação da iniciativa privada, no empreendedorismo, na criatividade dos investidores, na força da concorrência e, principalmente, na força da cooperação internacional. “Israel tem pequenas dimensões, enfrenta dificuldades, mas é um país fantástico. Temos muito o que aprender com ele. Aqui é o inverso: temos uma abundância de recursos e ainda não conseguimos realizar a nossa potencialidade. Israel, certamente, é uma grande referência para nos apoiar. A gente tenta o possível para tornar o contexto mais amigável ao setor empresarial local e internacional. Temos também uma crença forte e robusta no poder da cooperação. Nações amigas, com culturas diversas cooperando a favor do bem comum”, acrescentou Paulo Brant.

A mútua colaboração visa a intensificar as relações econômicas entre Minas Gerais e Israel e também consolida os esforços do Governo de Minas em fortalecer a presença internacional para um desenvolvimento econômico sustentável, além de promover um ambiente estável para a realização dos negócios internacionais.

Recorde histórico

“O acordo de cooperação técnica é uma oportunidade especial para que possamos melhorar e estreitar ainda mais os laços entre Brasil e Israel. A gente precisa aproveitar melhor essa fase que Minas vivência, para poder estabelecer com Israel uma relação comercial ainda mais densa. Minas Gerais agora consolida-se em um momento especial, batendo recorde histórico de aproximadamente R$190 bilhões em atração de investimentos em menos de três anos de gestão. Por isso, acreditamos que é a hora de Minas abraçar mais ainda outras oportunidades junto a Israel. O momento é voltado para o esforço de desburocratização e da segurança jurídica. Tenho orgulho de fazer parte da equipe do Governo de Minas, podendo ajudar na entrega de resultados tão densos”, destacou o secretário Fernando Passalio.

Fomento aos negócios

Segundo o cônsul honorário de Israel em Belo Horizonte, Silvio Musman, o Estado de Israel considera o Brasil, em especial, Minas Gerais como um importante parceiro nas relações comerciais, nas relações de intercâmbio, de troca de experiências, de troca de expertise e know how. “A Embaixada de Israel já possuía aqui no Brasil uma estrutura importante de apoio ao fomento dessas relações, por intermédio da própria embaixada, do Consulado Honorário em Minas Gerais, do escritório econômico no Rio de Janeiro, que atende Minas Gerais. E, agora, com o nascimento e crescimento da Câmara de Comércio há possibilidade de incremento das relações aumentaram mais ainda”, afirmou o cônsul honorário de Israel em Belo Horizonte, Silvio Musman.

Para ele, a assinatura do acordo é um elemento importante na cadeia de relacionamento para fortalecer essas relações. “Apesar de Israel ser um país geograficamente pequeno, com uma população limitada em torno de 9 milhões, não se constituindo um imenso mercado consumidor, pode se tornar um grande parceiro de Minas Gerais no sentido de contribuir para que os processos produtivos da indústria mineira alavanquem em termos de produtividade, fazendo com que outros grandes mercados do mundo possam se abrir aos produtos mineiros e, obviamente, ao próprio mercado interno de Israel”, acrescentou Silvio Musman.

Crescimento no fluxo comercial

Há cinco anos, a Câmara Minas Gerais Israel promove ações  que viabilizam  a participação  de  mineiros em eventos para fomentar negócios e minimizar, de alguma maneira, a distância geográfica e cultural entre Minas e Israel, sempre pautados no apoio ao empreendedorismo, inovação e à livre iniciativa.

O fluxo comercial entre Minas Gerais e Israel, entre janeiro e novembro de 2021, somou  US$ 44,9 milhões, sendo US$ 18,2 milhões referentes às exportações e US$ 26,7 milhões relacionados às importações. Em nível nacional, o estado foi o 8º maior exportador e o 9º maior importador de produtos israelenses. Houve crescimento de 4% no fluxo comercial entre Minas Gerais e Israel, considerando o período comparativo de 2020/2021 (janeiro a novembro).

Produtos exportados e importados

Entre os principais produtos exportados para Israel estão: café, torrado ou descafeinado (47,4%); carne bovina congelada (28,8%); diamantes (5,6%); calçados de borracha ou plástico (4,2%); zinco em formas brutas (3,7%); painéis de partículas e painéis semelhantes, de madeira ou de outras matérias lenhosas (3,7%); produtos de confeitaria sem cacau (2,8%); Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, caprina, cavalar, asinina e muar, frescas, refrigeradas ou congeladas (1,6%); fornos elétricos industriais ou de laboratório (0,6%); chocolate e outras preparações alimentícias contendo cacau (0,3%).  

Nas importações mineiras de Israel, destacam-se os seguintes produtos: compostos de função carboxiamida (16,4%); magnésio, incluídos resíduos e sucata (15,6%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, potássicos (12,4%); Compostos heterocíclicos, exclusivamente de hetero-átomo(s) de azoto (10,7%); carbonato de magnésio natural (7,8%), aparelhos mecânicos (5,4%),  torneiras, válvulas (4,1%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, contendo dois ou três dos seguintes elementos fertilizantes: azoto (nitrogénio), fósforo e potássio; outros adubos (3,9%); instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária (3,5%) além de  centrifugadores (3,0%).