Unimontes apresenta mil teses de dissertação
Universidade registra milésima tese e dissertação defendida
Publicado: 27/09/2016 10:40 | Atualizado: 06/10/2016 12:05

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) comemorou, em agosto, a marca de mil teses e dissertações defendidas por discentes da instituição do Norte de Minas. O número reafirma o empenho de todos da universidade, que há aproximadamente 11 anos oferece pós-graduação, com 19 cursos de mestrado e doutorado.

Para o reitor da Unimontes, João dos Reis Canela, este é um marco importantíssimo para a instituição. “Esta milésima tese é sinônimo de que o uso do dinheiro público foi altamente eficiente. Sem a utilização do Programa de Capacitação de Recursos Humanos (PCRH), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), não teríamos chegado até aqui. A capacitação de nossos docentes não é um benefício apenas para nosso Estado, mas para todo o Brasil”.

Estruturada nas modalidades lato e stricto sensu, a pós-graduação da Unimontes promove a qualificação de recursos humanos e o intercâmbio técnico e científico da universidade com outras instituições brasileiras e internacionais. Interligada aos cursos de graduação, a pós atinge uma ampla área de conhecimento, que vão desde ciências da saúde, biotecnologia, à economia e filosofia. De acordo com o pró-reitor de pós-graduação da Unimontes, professor doutor Hercílio Martelli Júnior, além dos 19 cursos de mestrado e doutorado, a gestão da Unimontes vislumbra outros doutorados para uma inserção mais qualifica de trabalho dos alunos.

Para a concretização desta marca, a universidade conta com um corpo docente de 177 profissionais, que atende uma série de requisitos para ocupar o cargo, sendo um deles o título de doutor. Para Martelli além do corpo docente, o agradecimento para esta comemoração deve se estender aos estagiários, técnicos administrativos, servidores e a toda equipe da pró-reitoria e do Estado como um todo. Além do apoio da Fapemig, contamos com o investimento de órgãos como: Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Dissertação

Um dos estudos que compõem esta marca é a dissertação “Análise espacial das ocorrências sísmicas e da vulnerabilidade socioambiental a sísmicos em Montes Claros”, defendida pelo pesquisador Maykon Ferreira, com a orientação do professor Expedito José Ferreira. Registrados desde 1995 e intensificados em 2012, os tremores de terra em Montes Claros, que já chegaram à marca de 4.2 na escala Richter, ganharam a atenção do pesquisador.

A dissertação é um trabalho pioneiro em sismologia, que, além de registrar os tremores na cidade mineira, busca esclarecer a população quanto à localização e frequência das ocorrências.

Pesquisador do Núcleo de Estudo Sismológico, Maykon Ferreira ressalta a relevância do estudo para a comunidade acadêmica e a região. “Esta base de dados coletados nos sismógrafos da universidade, que são financiados pela Fapemig, é muito importante para monitoração de aumento dos registros e análise de vulnerabilidade da população”, explica. Para o pesquisador, o estudo pode auxiliar os trabalhos da Defesa Civil, Prefeitura e os moradores da cidade, que têm dados de quais locais os sismos ocorreram, migração desses abalos e se são dentro ou fora do perímetro urbano.

Para o subsecretário de Ensino Superior, Márcio Portes, esta quantidade de dissertações e teses defendidas só comprova o mérito e a qualificação do seu corpo docente. “Este é um marco histórico que reafirma a qualidade dos professores em produzir ciência. E a produção desta ciência provoca a inovação. Tendo capacidade de inovar, a universidade contribui para a mudança de toda a região onde ela atua”, afirma o subsecretário, sublinhando que a universidade é capaz de propor mudanças significativas no presente da região e proporcionar um futuro melhor.