Artesãos do Vale e Norte de Minas vendem mais de R$ 300 mil a lojistas de seis estados brasileiros
Durante uma semana, o grupo visitou Diamantina, Datas, Presidente Kubistchek, Turmalina, Minas Novas, Chapada do Norte, Ponto dos Volantes, Caraí, Salinas, Taiobeiras, Grão-Mogol, Capitão Enéas e Pirapora.
Publicado: 03/06/2019 09:33
Sebrae/MG Sebrae/MG

O artesanato mineiro é reconhecido nacional e internacionalmente pela riqueza que se manifesta nas peças trabalhadas em matérias-primas diversas. O governo de Minas Gerais e o Sebrae Minas se esforçam para fazer com o que o apoio chegue para estimular essa atividade econômica e cultural. A expedição “Trip to Origin” com lojistas comprando diretamente dos artesãos do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas, encerrada em 26 de maio, totalizou R$325,360,00.

Os números foram divulgados nesta sexta-feira (31) pela Diretoria de Desenvolvimento e Promoção do Artesanato Mineiro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes). O grupo de 15 lojistas veio de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas, Minas Gerais e Distrito Federal. Eles percorreram 2.500 quilômetros, 12 municípios e 39 núcleos de produção de artesanato com o apoio de dois técnicos do Sebrae. A primeira expedição dessa natureza ocorreu há cinco anos, beneficiando o Vale do Jequitinhonha. Em outra ocasião contemplou o Campo das Vertentes.

Essa ação é considerada fundamental, porque no primeiro semestre do ano o número de feiras é menor, com menos oportunidade de vendas. A compra direta dos lojistas possibilita um contato mais estreito com o artesão na sua origem, onde ele realiza o seu trabalho carregado de história e identidade. Segundo Maria do Carmo Cavalcante, lojista de Maceió, que integrou o grupo, houve surpresa e realização de sonhos na expedição.

“Em cada atelier que passávamos, vivíamos emoções diferentes, e logicamente, nos esbaldamos nas compras. Produtos variados, de uma mesma tipologia, mas cheios de nuances e riquezas únicas, representando a inspiração e as mãos habilidosas de cada artesão. Além do barro, adquirimos produtos de madeira, couro e tecelagem”, revela Maria do Carmo, que reconhece o apoio do governo mineiro e do Sebrae Minas. 

Para o subsecretário de Desenvolvimento Regional da Sede, Fernando Passaliio, a missão com grandes compradores que o Sebrae capitaneia com o apoio do governo de Minas, é muito importante para a economia. “É uma forma eficaz de gerar negócios e renda para aquelas regiões que precisam muito desses novos caminhos. Elas não podem ficar reféns de feiras e outras fontes temporárias. Os artesãos precisam ter uma renda perene, por isso vamos estimular novas missões que levam o nosso artesanato para o Brasil e para o mundo”, afirma Passalio.

O Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) é parceiro da Sede na logística de recolhimento das peças adquiridas. Elas serão deixadas em dois pontos: Belo Horizonte e São Paulo. De lá seguem para o seu destino final. “O artesanato contempla a economia e o Idene é parceiro em todas as atividades de desenvolvimento econômico e social dessas regiões”, ressalta o diretor-geral, Nilson Borges. 

De acordo com o analista do segmento de artesanato do Sebrae, Vinicius Carvalho, a expedição foi significativa para todos os lados e citou a parceria com o governo do Estado na logística, o que facilita a venda de mais peças.  “Em todos os lugares, víamos a felicidade no olhar dos artesãos e aprendemos muito com os lojistas. O resultado é muito positivo e justifica a ação entre Sebrae e governo, explicou Vinicius.

Os artesãos reconhecem que o apoio do Estado e de outras instituições é imprescindível à comercialização dos produtos.  “A vinda dos lojistas a nossa comunidade muito nos motivou e produzimos mais peças. Ainda somos pequenos, por isso precisamos dessa ajuda para vender mais e melhor. Estamos muito felizes com o resultado de tudo o que conseguimos vender”, resumiu a artesã da Comunidade de Campo Alegre (Turmalina), Maria Aparecida Gomes.